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A Ginástica Laboral é realmente eficaz dentro das empresas?

dom, nov 11, 2012

Ginástica laboral

Nos dias atuais é bastante comum sermos questionados sobre tudo aquilo que fazemos, afinal geralmente somos cobrados por isso.

Podemos notar que desde os primórdios de nossa vida, algum tipo de cobrança sempre nos acompanha: seja a cobrança em casa quando crianças, seja dentro de um grupo de amigos na adolescência, na Universidade, dentre outras tantas formas que presenciamos em nossa vida.

O que acontece é que muitos profissionais quando chegam ao mercado de trabalho não se dão conta que empresas trabalham com números, e que para tal, exigem resultados mais convincentes do que simplesmente “melhorou bastante”.

A Ginástica Laboral, além de tantas outras controvérsias como por exemplo “quem pode atuar” (tema para um próximo artigo, rs) sempre vem sendo questionada quanto à sua efetividade dentro do contexto empresarial.

É fato que existe muito pouca pesquisa científica de qualidade sobre o tema. Mas também é fato que o número de empresas que investem nos programas de exercícios laborais é crescente. E convenhamos, nenhuma empresa investe dinheiro sem nenhum interesse em retorno, seja financeiro, social, de marketing ou de qualquer outro tipo.

Apresentaremos aqui, algumas informações de nossa prática com os exercícios desenvolvidos no ambiente de trabalho, através de artigos apresentados em eventos e de ferramentas que utilizamos na análise do programa.

O primeiro trabalho que iremos comentar foi publicado no Congresso Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP, 2007) e você pode baixar aqui.

Em síntese, o artigo trata não só de como se implementar um programa de gerenciamento em ergonomia dentro da empresa, mas traz também resultados práticos do mesmo.

O estudo foi desenvolvido no período de março de 2005 à março de 2006 e o programa de exercícios foi uma das ações realizadas no processo de gestão. Na verdade não foi só uma ação, mas uma das ações de maior importância no programa.

Os exercícios foram desenvolvidos sempre no mesmo horário (antes do início da jornada de trabalho) com duração de 15 minutos, três vezes por semana; conduzidos por um Fisioterapeuta em conjunto com um Educador Físico.

No levantamento de horas perdidas com absenteísmo (com faltas justificadas ou não) do período anterior ao estudo (março de 2004 a fevereiro de 2005) foi contabilizado uma perda de $65.430,00 dólares. Ao final do estudo, no ano seguinte esse valor foi reduzido a $36.600,00 dólares. Redução de quase 50%.

Em compensação, a quantidade de horas trabalhadas, mesmo com dois funcionários à menos que o ano anterior apontou um aumento de aproximadamente 10%.

Esses números são de extrema importância no contexto empresarial, pois deste modo o programa não é mais encarado como “marketing social” da empresa, e sim como análise de investimentos.

Claro que nem sempre conseguimos estes resultados com programas de ergonomia e qualidade de vida, mas outros resultados interessantes podem ser alcançados.

Vejamos o que podemos fazer em relação ao desenvolvimento e manutenção dos programas de exercícios laborais dentro das empresas e como este pode afetar a realidade do trabalho em outro artigo de nossa autoria, que foi publicado no Simpósio de Engenharia de Produção de 2007 (SIMPEP, 2007) e pode ser encontrado aqui.

Neste outro artigo é comentada a relação entre prevenção de LER/DORT com o desenvolvimento de exercícios laborais no ambiente de trabalho, abordando diversas pesquisas já realizadas e propondo um método de análise para estes programas.

Em resumo, neste artigo concluímos que não poderíamos afirmar a real efetividade da Ginástica Laboral na prevenção de LER/DORT mas computamos diversos ganhos secundários, como: melhora da auto-estima das pessoas, melhora da condição física, maior disposição, dentre outras. São ganhos subjetivos, mas que apontam melhorias.

Além disso, apresentamos o método de Análise de Exercícios Laborais (AEL) que quantifica os resultados que os funcionários atribuem à Ginástica Laboral, o nível de importância para cada atividade e além disso, as características do (s) profissional (is) que desenvolve (m) o programa.

Portanto, podemos aqui afirmar que a Ginástica Laboral, ou Cinesioterapia Laboral, ou Exercícios Laborais ou qualquer outra denominação que exista, reflete efeitos positivos no ambiente de trabalho.

Aqueles que já trabalham na área ou aqueles que pretendem iniciar neste trabalho devem sempre atentar-se para a importância de um trabalho bem projetado e bem gerenciado.

A principal diferença entre um bom programa de Ginástica Laboral e um programa fracassado é a qualidade de gestão das pessoas que o coordenam. Não devemos em hipótese alguma isolar o programa de exercícios da política administrativa da empresa. Pelo contrário, ela deve estar inserida no escopo de atuação da empresa, com apoio da alta direção.

Não existe um caminho certo ou um caminho errado. Existem escolhas. Já diz o bom e velho ditado: “Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia…”; mas àqueles que se interessarem seguem algumas dicas (10) que podem ajudar na implementação e manutenção de um programa de exercícios dentro da empresa:

  1. Todo projeto que dura 10 anos começou algum dia; portanto não tenha pressa. Se existe um período em que tempo é extremamente necessário é na fase de projeto;
  2. Por falar em projeto, tenha um bem sólido. Saiba expor muito bem como as atividades serão desenvolvidas, quantas pessoas estarão envolvidas, horários de realização, formas de avaliação, dentre outros;
  3. Lembre-se que você irá trabalhar para empresas e como tal deverá apresentar resultados. Crie índices de controle, períodos para entrega de relatórios, critérios sólidos e o que mais for necessário para ganhar credibilidade;
  4. Não há outra maneira de conquistar seu espaço dentro da empresa sem apoio de quem está no comando. Conquiste a confiança da alta gerência e se possível traga-os para dentro do programa;
  5. Seu termômetro é seu público. Você aplica exercícios dirigidos ao grupo de funcionários da empresa, seja de uma fundição ou de alta tecnologia em medicamentos. Saiba ouvir as pessoas, adaptar seu trabalho segundo seu público alvo; cada programa é um programa e a metodologia que serve pra Empresa XIZ pode não servir pra Empresa ZE;
  6. Estude, pesquise, dedique-se. Por mais fácil que possa parecer realizar 10 ou 15 minutos por dia de exercícios, dedicação é necessária. Os funcionários tem que compreender que você faz parte da equipe, que trabalha junto com eles;
  7. Rotina é rotina. Assim como o grande provérbio do futebol que diz que “jogo é jogo, e vice-versa”, podemos dizer que rotina é rotina, e como tal deve ser tratada como assunto de segurança nacional. Um dos principais fatores que levam os programas ao fracasso é a criatividade (principalmente falta dela) dos comandantes. Se não forem acrescentados elementos como diálogos ergonômicos, mini-palestras, dinâmicas, dentre outros, arrume suas coisas e bye bye;
  8. Trabalho em equipe é melhor e ponto final. Brigas sobre quem pode ou não pode atuar, quem tem mais ou menos capacidade, só levam ao desgaste de todas as profissões. Cada profissional tem sua parcela de contribuição e quando somadas só engrandecem o trabalho;
  9. Comece de algum lugar. Dificilmente empresas implementam programas grandiosos de uma só vez. Em geral se tem primeiro um setor ou pequena unidade e depois a permissão de expansão dentro da empresa. Mais uma vez vale lembrar: seja paciente e trabalhe com cautela que o espaço chega;
  10. Todo começo é difícil, mas depois… continua difícil. Na verdade, a manutenção de um programa é muito mais difícil do que sua implementação. Novamente vale frizar: dedicação, conhecimento e até superação são necessários para seu sucesso e o sucesso da empresa.

Hoje ficamos por aqui. Espero que o artigo possa auxiliar alguns que andam “meio perdidos”, em busca de soluções para problemas do dia-a-dia e também para aqueles que estão em busca de um espaço dentro desta área de atuação.

Já que falamos tanto em aspectos motivacionais hoje, gostaria de finalizar com uma das tantas e famosas leis de Murphy:

“Nada é tão ruim que não possa ser piorado”.

Abraço à todos.


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21 Comentarios para este artigo

  1. Micheliny Eloá Disse:

    Obrigada pelo envio da resposta.

  2. Micheliny Eloá Disse:

    Olá,eu gostaria de saber,se em algum país a ginástica laboral é obrigatória e se tem alguma relação de custo benefício em relação aos outros.E ainda qual foi o primeiro país a implantar a ginástica laboral nas empresas.Por favor, se tiver artigos que comentem alguma destas respostas me falam. Obrigada

  3. Thiago Pegatin Disse:

    Olá Micheliny

    A questão da obrigatoriedade é controversa. Na maioria dos países não existe a Ginástica Laboral. Isso acabou sendo um termo “abrasileirado” que virou jogada de marketing. Existem sim os programas de exercícios.
    Não sei te dizer se existe países em que a mesma é obrigatória, mas no Brasil mesmo ela pode ser obrigatória.
    Uma vez que a empresa institui a prática de exercícios dentro de sua política corporativa, ela passa a ser obrigatória, não tem discussão.

    Se o funcionário se nega a realizá-la então não serve pro perfil de pessoas que a empresa busca. Percebe que a ótica neste caso muda. Vou te passar alguns links com alguns dados que podem auxililiá-la neste início de pesquisa no assunto. Alguns comentam sobre a história destes exercícios, outros “tentam” quantificar a relação custo-benefício indiretamente, mas a partir deles você pode ver pelas referências e ir aprofundando seus estudos.
    O google é uma excelente ferramenta para essas pesquisas, de uma busca rápida e vai achar bastante coisa.

    * http://www.rbcdh.ufsc.br/DownloadArtigo.do?artigo=152
    * http://www.hfes.org/Web/PubPages/goodergo.pdf (esse trata de $$$, mas com ergonomia)
    * Banco de teses da USFC. Tem algumas dissertações e teses referentes à Ginástica Laboral. Procure dentro do programa de Engenharia de Produção com os termos ergonomia, ginástica laboral e qualidade de vida no trabalho.

    Boa sorte e até mais.

  4. Flavio Disse:

    Ola! Gostaria, se puder, que vc me enviasse alguns artigos sobre Ginastica Laboral. Estou fazendo uma pesquisa monografica pra faculdade e estou com certa dificuldade de achar algumas coisas….qualquer coisa que você puder enviar ja será de grande ajuda! Desde ja agradeço.

    Atenciosamente, Flavio Mota

  5. Thiago Pegatin Disse:

    Olá Flávio

    Não enviamos trabalhos pelo site, mas se for mais específico posso te passar alguns endereços onde procurar.

    Já de antemão, os dois trabalhos (links) deste tópico tem artigos publicados em eventos importantes e que servem de base pra sua pesquisa. Nestes artigos você encontra nas referências diversos outros trabalhos que vão norteá-lo.

    O banco de teses da UFSC também é um importante acervo com imensa quantidade de material sobre o assunto ergonomia e consequentemente, Ginástica Laboral.

    Abraços e boa pesquisa

  6. rafael aparecido ferreira zuque Disse:

    Sou estudante de fisioterapia e pretendo fazer minha monografia sobre ergonomia e queria se for possível me dar dicas sobre montar a monografia bem feita mas o mais simplificado possível.Pretendo trabalhar com ergonomia para digitadores e também dar palestras sobre ergonomia e prevenção contra incêndio pois tenho loja de extintores.

  7. Thiago Pegatin Disse:

    Olá Rafael

    Uma monografia bem feita, independente do tema, deve ser bem pontual, simples e objetiva.
    Por vezes queremos descobrir o “Ovo de Colombo” quando pequenas coisas é que realmente fazem diferença.

    Me diga o que realmente irá estudar, se irá realizar análise do posto de trabalho, se irá analisar algum fator específico, tipo biomecânica, postura, ciclo de trabalho, etc…

    Me passe as informações que te indico alguns links com material para auxiliá-lo na pesquisa.

    Abraços e bons estudos.

  8. Diego Bernardo Disse:

    Olá, Thiago vi em outro comentário você disse que não enviar artigos, porém, se puder indique onde posso encontrar resultados, estatísticas ou números sobre aumento de produtividade, pois, esta muito dificíl de encontrar. E sobre o site, eu gostei muito e é muito bom para tirar qualquer tipo de dúvidas!!!! Parabéns!!!
    Se puder me ajudar ficarei agradecido!!

  9. Thiago Pegatin Disse:

    Olá Diego

    Primeiramente obrigado pelo comentário e que bom ter gostado do site. Apesar do tempo estar curto para as atualizações, sempre que possível tentaremos trazer novidades.

    Em relação aos links, no corpo do artigo existe um artigo de nossa autoria que trata do aumento de produtividade pela redução dos índices de absenteísmo.

    Veja: http://publicacoes.abepro.org.br/index.asp?pchave=pegatin&ano=2007&x=25&y=14

    No comentário “3”, em resposta a um questionamento existe mais dois links com artigos que podem lhe ajudar.

    Mas se estiver procurando por artigos que relacionam somente a Ginástica Laboral ao aumento de produtividade acho realmente um pouco difícil, pois os melhores resultados são (com ganhos reais em termos $$$) com os programas, que unem ergonomia, exercícios, conscientização.

    Não que a GL não proporcione ganhos, mas pela nossa experiência esses ganhos ocorrem em um curto período de tempo.

    Geralmente dentro dos 6 primeiros meses conseguimos resultados muito bons com os exercícios: melhora da condição física, melhora do quadro álgico, redução de queixas, etc… Mas que vão desaparecendo ao longo do tempo, pois a percepção dos funcionários quanto aos exercícios diminui.

    Neste ponto a estratégia educacional com mini-palestras, orientações, treinamentos surge como necessidade complementar (e talvez até mais importante) ao programa de GL.

    Neste artigo nosso publicado no Enegep de 2007, existe nas referências alguns artigos que tratam de ganhos à empresa com adoção dos programas ergonômicos.

    Se ainda restar dúvidas ou se já tiver passado pelos links que citei e não tiver resolvido seus problemas poste novamente que dentro do possível vamos respondendo.

    Abraço e bons estudos.

  10. edilene slussarek Disse:

    gostaria de saber qual a melhor forma de se fazer um plano de marketing direcionado a ginastica laboral e qual é o custo aproximado do serviço prestado a uma empresa.

  11. Richard Mafacioli Disse:

    Olá thiago, sou educador físico, especialista em biomecânica, procuro cursos de especialização em ergonomia e estou tendo dificuldades, se puder me ajudar…

    Desde já agradeço.
    Obrigado!!

  12. Thiago Pegatin Disse:

    Olá Richard

    Você pode encontrar cursos no estados Sul e Sudeste tranquilamente em várias cidades.

    Vou te passar o contato de um colega que coordena alguns cursos de pós-graduação.

    O nome dele é Eduardo Ferro – eduardo@ergobrasil.com
    Pode dizer que indiquei que o procurasse.

    Abraços

  13. Thiago Pegatin Disse:

    Olá Edilene

    O plano de custos é a parte mais complexa em uma negociação empresarial, principalmente quando se inicia na área.

    Não existe um preço padrão ou tabelado. Procure primeiro saber quanto vai “custar” seu programa, calculando impostos incidentes, material que irá utilizar, distancia da empresa (combustivel), quantos profissionais estarão envolvidos, número de horas dispendidas, dentre outros… para depois calcular quanto pode “ganhar”.

    Procure um contador para auxiliá-la na construção de sua planilha de custos.

    Quanto a melhor estratégia de marketing é aquela que atinge os dois extremos dentro da empresa: empregados e empregadores.

    Utilizar somente o argumento do bem-estar do funcionário como alguns fazem não adianta muito. Alie isso ao ganho em produtividade (DIFERENTE DE GANHO DE PRODUÇÃO).

    O ganho em produtividade pode ser obtido com menor quantidade de horas perdidas, menos faltas, menos doença, etc.

    Se persistirem dúvidas volte a nos contactar.

    Abraços e boa sorte.

  14. Marta rafaela piccinin Disse:

    ola! com relação ao indices de controle para fazer os relatorios periodicos como posso fazer? estou abrindo uma sociedade de cinesioterapia laboral em curitiba, a minha maior duvida e na apresentação dos resultados para o tecnico em segurança do trabalho, como posso fazer isso?
    agradeço pela atenção
    marta

  15. Thiago Pegatin Disse:

    Olá Marta, tudo bem

    Você precisa criar indicadores de acordo com a demanda e também focada em seus objetivos em relação à demanda. Vamos a um exemplo:

    >> se a empresa te contratou porquê tem problemas com LER/DORT de membros superiores, seus objetivos com a Cinesioterapia Laboral (ou Ginástica Laboral) deve sempre focar as necessidades do cliente. É bem provável que em seu relatório de análise você coloque avaliações de dor/desconforto, número de queixas antes e depois da implantação, satisfação das pesooas, número de faltas, etc.

    Portanto identifique bem a demanda da empresa, trace objetivos claros e reais, e não tenha medo de mostrar resultados negativos quando estes aparecem, pois faz parte do jogo.

    Lembre-se que empresa trabalha com números, portanto tente codificar todos os seus resultados em números reais, de preferência em %.

    Abraços e bom trabalho.

  16. marcos silva Disse:

    Thiago,bom dia! abrimos uma empresa pra trabalhar com ergonomia e qualidade de vida e estamos tendo dificuldade em vender ate conseguimos marcar uma visita na empresa e apresentamos nossos serviços para o pessoal do RH das empresas, mas vimos que nao esta tendo interesse na AET e nem nos demais serviços, vc tem algums sugestao de como abordar melhor as empresas com quem falar. a gente traalha na seguinte forma ligamos pra area de RH e marcamos uma visita pra apresentaçao e mandamos alguns email de artigos sobre ergonomia legislaçao etc mas ate agora nehum resultado possitivo.

  17. Top Ergonomia Disse:

    Olá Marcos, tudo bem

    Realmente não é uma tarefa fácil “vender”, tanto que ministro um módulo de pós-graduação justamente sobre Consultoria e Estratégias de Negociação em Ergonomia.

    Existem sim algumas técnicas, claro que impossíveis de postar todas devido ao grau de interação, mas anote algumas que podem ajudar no início de sua jornada:

    –> Identificar o alvo (empresa) – alguns ramos empresariais em certos períodos sofrem pressão dos órgãos fiscalizadores. Recentemente isso foi observado em frigoríficos, telemarketing, supermercados. A “bola da vez” são as Usinas de açúcar e álcool. Talvez seja um primeiro caminho;

    –> Identificar o alvo (humano) – se as abordagens com gestores de RH não tem funcionado (com freqüência são boas portas de entrada), tente os profissionais de segurança do trabalho. Eles conhecem as necessidades da empresa e podem ser bons agentes em sua venda, caso você convença da necessidade;

    –> Associações de classe – como federações e sindicatos. Você pode demonstrar essa necessidade à essas instituições e intermediar os contatos às empresas;

    –> Tente sempre também conhecer um pouco a realidade da empresa que irá abordar, se ela tem certificações como ISO 9001, 14001, programa 5S, etc… Verifique também os valores, missão, etc. Esses dados ajudam a criar uma imagem mental para sua abordagem e você não fica parecendo um total alienado em relação aos assuntos da empresa, rsrs;

    –> Para não estender, lembre-se sempre de uma coisa: a empresa não está interessada se seus serviços são excelentes! Ela está interessada se eles são excelentes para ela! Portanto, não tente vender seu produto (serviço), tente vender soluções, possibilidades de melhoria.

    Espero que possa lhe auxiliar em algo.

    Abraços e boa sorte.

  18. Angela Disse:

    Gostaria de saber qual as implicações legais em relação ao uso de multiplicadores. A empresa pode ser notificada? existe algum prejuizo à empresa e ao funcionário?

  19. Top Ergonomia Disse:

    Olá Angela, seja bem vinda!

    Já vi alguns funcionários entrarem sim na justiça contra a empresa, alegando desvio de funções.

    A questão do multiplicador é um tanto controversa, pois alguns alegam que se transfere a atribuição do profissional à um trabalhador da empresa.

    Eu acredito ser um fator necessário dentro da empresa, porém a denominação multiplicador deve ser bem esclarecida (se possível no papel).

    Por exemplo: em uma empresa com turno único, com 500 funcionários e 25 setores, a contratante não vai empregar 25 profissionais (seja fisioterapeuta ou educador físico), e se um único profissional for passar em cada setor por dia, levará 1 mês para atender a empresa como um todo.

    Sugiro que o “multiplicador”, quando necessário, deve assumir o papel de facilitador do programa. O grupo é sempre orientado pelo profissional que o supervisiona e coordena, e cabe a esse “facilitador” o papel de “fiscalizar” o desenvolvimento. Não de desenvolver exercícios, mas sim de observar quantas pessoas estão fazendo, orientar qual a seqüência de exercícios, etc.

    Para saber exatamente quanto às implições legais o melhor mesmo é consultar um advogado para que ele possa lhe esclarecer o risco de uma ação judicial.

    Espero ter ajudado e bons trabalhos.

  20. antonio carlos Disse:

    BOA NOITE, THIAGO. APRESENTEI ALGUNS PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DA CINESIOTERAPIA LABORAL E UMA EMPRESA FICOU INTERESSADA. MAS A EMPRESA EXIGE A ANÁLISE ERGONÔMICA. GOSTARIA DE SABER SE SÓ QUEM PODE ASSINAR É O ESPECIALISTA EM ERGONOMIA???

  21. Top Ergonomia Disse:

    Olá Antônio Carlos, tudo bem

    Não é só o especialista em ergonomia não.

    Qualquer profissional de nível superior pode assinar a Análise Ergonômica, a não ser que seja uma exigência da empresa.

    A especialização em ergonomia ou áreas correlatas somente te fornecem subsídios para uma melhor análise das situações de trabalho.

    Abraços e boa sorte.