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Ergonomia na Pequena Empresa

seg, ago 25, 2008

Conceitos

Olá caros leitores

Hoje trataremos de um assunto ainda não comum dentro do campo de atuação em Ergonomia e Saúde Ocupacional: a Ergonomia na Pequena Empresa.

Fazemos questão de iniciar este artigo ressaltando que o pequeno empresário brasileiro é um vencedor na concepção da palavra. Na teoria, é impossível sustentar uma empresa de pequeno porte no Brasil, quando não existe um mínimo de apoio governamental e quando temos que trabalhar metade do ano para pagar impostos que não repersentam nenhum retorno em benefícios ou programas de incentivo.

O cenário empresarial nacional e internacional é cada vez mais competitivo, a economia segue a lei do mais forte e cabe ao pequeno empreendedor criar mecanismos e formas gerenciais diversificadas para se manter vivo neste contexto e a ergonomia pode se apresentar como ferramenta a ser utilizada como investimento dentro da empresa.

Traremos um case aqui resumido de uma pequena empresa em que prestamos consultoria a três anos, com ergonomia e qualidade de vida no trabalho (o trabalho apresenta dados ainda resumidos pois o trabalho está sendo formatado como artigo para um periódico na área).

A empresa em questão, responsável pelo recondicionamento de induzidos para motores de partida conta em seu quadro funcional com aproximadamente 30 colaboradores, em turno único de trabalho, de segunda a sexta-feira.

O trabalho iniciou-se em meados de 2005 devido a uma parceria associação de recondicionadores, empresas e consultoria, com intuito de melhorar as condições de trabalho com um programa de pequenas ações em ergonomia e qualidade de vida no trabalho.

No início do trabalho a empresa apresentava um percentual de absenteísmo de 7 a 8% mensais, com atestados médicos ou não, sem incidência de LER/DORT entre a população de trabalho. Mediante levantamento ergonômico foram identificados os riscos ergonômicos, proposto um plano de ação de acordo com as necessidades e possibilidades da empresa (lembrem-se que se trata de uma empresa com 30 funcionários).

Dentre as ações propostas, constaram adaptações nas bancadas de trabalho dos setores (de acordo com as características da população), adequação da iluminação nos diversos setores da empresa, início de um programa de conscientização e orientação dos trabalhadores em conjunto com o programa de exercícios laborais. Participaram da ação desenvolvida um Fisioterapeuta, um Educador Físico e os trabalhadores da empresa, sendo que a cada 3 meses um balanço das ações era realizado e um relatório emitido.

Ao final de um ano de trabalho foi realizado um levantamento nestes dados para fins de pesquisa e dados muito interessantes foram encontrados.

Foi estabelicido um índice de desconforto corporal não só baseado na dor corporal mas também na satisfação do trabalhador, sendo que este indicador saiu de um parâmetro crítico no início da pesquisa para um parâmetro insignificante ao final deste levantamento. O absenteísmo que beirava 8% ao mês chegou ao último mês da coleta de dados com 1,5%, as horas extras diminuíram em 25% e o conseqüentemente o número de horas trabalhadas alcançou um aumento próximo a 10% ao mês.

Os números são expressivos visto que na comparação financeira (custo das horas perdidas com absenteísmo) de um ano para o outro a economia aproximou-se de 40 mil reais e os trabalhadores sentem-se mais valorizados e mais comprometidos com a empresa. Esse retorno JÁ INCLUSO OS CUSTOS DE CONSULTORIA.

O programa deixa de ser visto como custo e passa a ser investimento na empresa.

Portanto, em nossa concepção a ergonomia sempre deve priorizar a transformação de uma situação de trabalho, trazendo segurança aos trabalhadores, condições favoráveis de trabalho, eliminação de custos físicos e todos os outros benefícios, e também que possa serencarado pela empresa como análise de investimentos. Nem sempre o retorno acima citado pode ser alcançado, mas direta ou indiretamente, SEMPRE HÁ RETORNO, à empresa e aos trabalhadores.

Portanto fica como dica aos prevencionistas, futuros trabalhadores da área de prevenção e aos empresários em geral, que é possível trazer a realidade dos programas de qualidade de vida também à pequena empresa, e que a mesma possa servir de mecanismo de trasformação positiva das situações de trabalho e traga à pequena empresa o diferencial econômico-gerencial que tanto necessita para sobreviver nos dias atuais.

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Artigo escrito por:

-- Thiago Pegatin -- Fisioterapeuta, Mestrando em Engenharia de Produção, Especialista em Gestão Industrial, Especialista em Fisioterapia do Trabalho, Diretor da Top Ergonomia, Professor de Ergonomia e Doenças Ocupacionais.

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1 Comentarios para este artigo

  1. claodete lovison Disse:

    as matérias osbre ergonomia são muito interessantes e de grande ajuda.

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